A todos impressionou o bárbaro assassinato do padre Jacques Hamel. O próprio Presidente da França, o país da laicidade (que, por vezes, degenera em laicismo), qualificou o ato como «profanação da República». O padre Jacques Hamel juntou o sacrifício da sua vida ao de Jesus Cristo, literal e fisicamente. Como mártir, morreu vítima do ódio à fé (in odium fidei).
Perante este dramático episódio, não foram poucas as vozes que se ouviram a acusar a religião islâmica de estar intrinsecamente ligada à violência e a advogar, por isso, restrições à imigração de muçulmanos.
Em resposta a estas vozes, o Papa Francisco reconheceu que estamos perante uma guerra, mas não uma guerra de religiões. E salientou que o terrorismo não pode ser confundido com o Islão.