Comissão Nacional Justiça e Paz

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UM DESAFIO A VENCER Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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     UM DESAFIO A VENCER

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre o desafio do combate à pobreza com que somos hoje confrontados

Um estudo recentemente publicado[1] revela que a crise social gerada em Portugal pela pandemia da Covid-19 deu origem a cerca de 400.000 novos pobres (um aumento de 25% da taxa de risco de pobreza) e a um aumento da desigualdade em  cerca de 9%. Na verdade, esta crise não atinge todos por igual e atinge sobretudo grupos sociais mais pobres e vulneráveis.

Apesar de alguns progressos, o ritmo da redução da pobreza em Portugal nas últimas duas décadas não acompanhou o que se verificou noutras partes do mundo. Portugal está entre os cinco países da União Europeia com maior risco de pobreza entre os trabalhadores.

A urgência da reconstrução do tecido económico e social com que somos hoje confrontados, aliada às oportunidades trazidas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, são uma ocasião de combater a pobreza, a antiga e a nova, que não pode ser desperdiçada. Trata-se de um verdadeiro desígnio nacional prioritário a que todos somos chamados.

Queremos, por isso, lançar um alerta.

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POR UMA CIDADANIA PLENA Nota da CNJP sobre os cidadãos portugueses ciganos

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Nota Ciganos 

POR UMA CIDADANIA PLENA 

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre os cidadãos portugueses ciganos

Em Portugal, vivem cidadãos portugueses que, por partilharem uma origem e cultura comuns, são reconhecidos como ciganos. Este traço identitário é mais um dos sinais da magnífica diversidade que caracteriza a nossa sociedade, não podendo ser nunca pretexto para apontar alguns grupos como menores ou adjacentes. A Comissão Nacional Justiça e Paz considera que frequentes afirmações públicas acerca destes cidadãos são injustas e incorretas, revelam desconhecimento, evidenciam preconceitos, são profundamente discriminatórias.

Chegaram a Portugal há cerca de 500 anos, aqui se instalaram, constituíram as suas famílias, e participaram na nossa construção e desenvolvimento comuns, como outros grupos o fizeram. Presume-se que representem cerca de 0,5% da população portuguesa. Sabe-se que um número significativo, aproximadamente metade, permanece numa situação de pobreza extrema e exclusão.

O conhecimento deste grupo de cidadãos portugueses permanece refém de estereotipias e preconceitos. O medo do diverso, do que não se conhece, favoreceu ao longo dos tempos o fechamento dos grupos e a consolidação de perceções que foram sendo veiculadas e afirmadas publicamente, induzindo comportamentos discriminatórios e excludentes.

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CAMINHAR JUNTOS PARA A PÁSCOA Reflexão Quaresmal de 2021 da CNJP

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CAMINHAR JUNTOS PARA A PÁSCOA

Reflexão Quaresmal de 2021 da Comissão Nacional Justiça e Paz

«Vamos subir a Jerusalém» (Mt 20, 18)


Eis-nos de novo na Quaresma e o Papa Francisco convida-nos a juntarmo-nos a Jesus que nos diz: «Vamos subir a Jerusalém...».

A Quaresma é sempre um tempo especial, mas esta apresenta-se com uma nova fisionomia, apresenta-se carregada de medos num caminho armadilhado e por isso a tentação de desistir da caminhada é grande. Na sua Mensagem, no entanto, o Papa diz-nos que é um «tempo para renovar fé, esperança e caridade». Subir a Jerusalém é ir ao encontro da Páscoa.

Subir a Jerusalém é um caminho a percorrer e podemos fazê-lo juntos no desafio da comunhão e assim «recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo».

O trajeto do tempo presente, o troço que nos propomos calcorrear, tem vários encontros à nossa espera. É uma subida com «a luz da Ressurreição que anima os sentimentos, atitudes e opções» e se orienta pelos marcos da fé, esperança e caridade.

 1. A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs 

«A fé não resolve a nossa sede.

Muitas vezes intensifica-a, destapa-a e,

em algumas circunstâncias,

torna-a até mais dramática.

Mas a fé ajuda-nos a ver na sede

Uma forma de caminho e de oração».

Tolentino Mendonça, in Elogio da Sede

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A CULTURA DO CUIDADO E A PAZ Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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A CULTURA DO CUIDADO E A PAZ

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre a mensagem do Papa para o dia Mundial da Paz de 2021

 

Como vem sendo hábito, a Comissão Nacional Justiça e Paz quer salientar, com esta nota, alguns aspetos da mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz e a sua pertinência no atual contexto da sociedade portuguesa.

A cultura do cuidado é o centro desta mensagem. Não é alheia a este foco na cultura do cuidado a experiência que se tem vivido por todo o mundo na sequência da pandemia da Covid-19. Essa experiência tem revelado a importância do cuidado para com os doentes atingidos por essa doença e para com as pessoas que mais riscos correm de a contrair de modo fatal, como os idosos.

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ECONOMIA COM ALMA Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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Economia de Francisco

ECONOMIA COM ALMA

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre a “Economia de Francisco” no Dia Internacional dos Direitos Humanos e em tempos de Natal

 A Comissão Nacional Justiça e Paz promoveu há dias uma conferência on line sobre a “Economia de Francisco”, evento internacional promovido pelo Papa Francisco e alusivo a São Francisco realizado duas semanas antes, também on line, a partir de Assis. Nessa conferência  incluíram-se testemunhos de três jovens diretamente envolvidos na participação portuguesa (Rita Monteiro, Marta Bicho e Francisco Maia), a que se seguiu um diálogo com Luigino Bruni, diretor científico do evento.

Desses três testemunhos, há a destacar o que afirmou Rita Monteiro: «é urgente trabalhar melhor, de forma mais equilibrada e focada, que haja trabalho para todos», mas também «que todos sejam cuidadores»; «para isso é preciso tempo; o mundo do trabalho pode aprender muito com o mundo do cuidado». Marta Bicho abordou a relação entre vocação e lucro, afirmando que «não tem de haver dicotomia entre vocação e lucro» e que não é preciso trabalhar no setor social para colocar a vocação-missão acima das questões financeiras. Francisco Maia ressaltou que este evento e o movimento que gerou, «parte da realidade concreta e só depois avança para o global»; e apontou os três eixos da “Economia de Francisco”: iniciar processos, alargar horizontes, criar pertença.

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