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paganismo |
| Este termo, derivado de *pagão (lat., paganus = aldeão), passou a ter, nos tempos pós-constantinianos (séc. IV e ss), o significado pejorativo de não cristão. Era desconhecido quer do AT, que usava o termo hebr. “goh’im” para designar os povos estranhos à Aliança com Javé (dum modo geral os povos politeístas), quer do NT, que usava o termo gr. “ëtné” (que deu em lat. “gentes” = gentios) para designar os povos que (ainda) não acreditavam em J. C. De há cerca de um século para cá, o termo p. tem sido usado em geral para designar os adeptos das religiões não monoteístas (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo), sobretudo nas chamadas “terras de missão”, e também o mundo crescente dos “sem religião” em terras de velha cristandade (*neopaganismo). O Conc. Vat. II, na sua preocupação de diálogo ecuménico e inter-religioso, evitou toda a terminologia pejorativa para designar os não católicos, afirmando que Deus a todos quer salvar e que todas as posições religiosas contêm algo de verdade e são vias ainda que imperfeitas de salvação eterna. Na actual linguagem pastoral, os termos p. e neopaganismo são frequentemente empregados no sentido de descristianização, i.e., de perda do sentido cristão da vida e alheamento das práticas do catolicismo, o que se está a verificar no mundo daqueles que a si mesmo se consideram sem religião, laicos, agnósticos ou ateus. A resposta da Igreja a este mundo neopagão é a “nova evangelização”, termo muito usado por João Paulo II, cujo sentido, alcance e dinamismo importa descobrir, precisar e aplicar. |
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