Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notícias

NÃO VIOLÊNCIA ATIVA E LEGÍTIMA DEFESA por Pedro Vaz Patto

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NÃO VIOLÊNCIA ATIVA E LEGÍTIMA DEFESA

Num tempo em que os ventos sopram no sentido da preparação para a guerra como uma inevitabilidade e do reforço do armamento como fundamento da paz, e em que as palavras do Papa Leão XIV surgem como “voz que clama no deserto” contra esses ventos, a nota da Conferência Episcopal Italiana Educare a una pace disarmata e disarmante (acessível em www.chiesacattolica.it, 5/12/2025) merece reflexão.

Aponta essa nota no sentido da rejeição da legitimidade da guerra mesmo para além das situações cobertas pela doutrina tradicional da “guerra justa” tal como são enunciadas no Catecismo da Igreja Católica (n. 2309). É referida, a esse respeito, a afirmação do Papa Francisco na encíclica Fratelli tutti (n. 258) de que  é hoje «muito difícil» que se verifique a  condição de legitimidade da guerra segundo a qual os malefícios dela decorrentes (cada vez mais graves e incomensuráveis) não poderão ser superiores aos malefícios que ela pretende evitar. A proposta será, então a de reagir a agressões armadas através de várias formas de “não violência ativa”: protestos, greves, boicotes e desobediências contra autoridades ilegítimas, de que são exemplos paradigmáticos as ações de Mahatma Gandhi e Martin Luther Kimg, entre outros.

Essas várias formas de “violência ativa”, ou “resistência civil”, são hoje objeto de estudos académicos aprofundados. O livro de Michel A, Beer, Civil Resistance Tactis in the 21st Century (International Center on Non Violent Conflicts Press, 2021) expõe-nas de modo sistemático e científico.

Não posso deixar de pensar, a este propósito, nos meus colegas da comissão Justiça e Paz ucraniana, que, de modo veemente, sempre sustentaram, e continuam a sustentar, a legitimidade da defesa armada do seu país contra a guerra de agressão russa e o ceticismo que demonstram quanto a tais métodos não violentos, tendo em mente os massacres de pessoas inocentes (nem sequer opositores não violentos) seus compatriotas praticados nas cidades de Mariupol, Butcha e Borodyanka.

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ENTREVISTA RENASCENÇA ECCLESIA a Maria d'Oliveira Martins

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Maria Oliveira MartinsFoto: Beatriz Ferreira / RR


Erradicar pobreza exige “Pacto de Regime” e responsabilização por incumprimento de metas

14 dez, 2025 - 09:30 • Ângela Roque (Renascença) e Octávio Carmo (Ecclesia)

A luta contra a pobreza tem de ser um “desígnio nacional”, defende Maria d'Oliveira Martins. Docente e investigadora da Universidade Católica, autora do livro "Direito a não ser pobre", diz que Portugal está “muito aquém” do que podia fazer. Aponta falhas à Segurança Social, por delegar responsabilidades nas famílias e na “caridade privada”, e diz faltam relatórios de execução de medidas sociais, que noutros países permitem melhorar respostas e ter noção exata da realidade.

https://rr.pt/especial/religiao/2025/12/14/erradicar-pobreza-exige-pacto-de-regime-e-responsabilizacao-por-incumprimento-de-metas/451394/

 

Cuidar da Casa Comum, Cuidar Uns dos Outros a propósito da COP 30 - Nota da CNJP

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Cuidar da Casa Comum COP-30 Cuidar da Casa Comum, Cuidar Uns dos Outros
a propósito da COP 30

A COP 30, realizada em Belém do Pará, trouxe consigo interpelações renovadas por tudo aquilo que foi concretização do compromisso com as mudanças necessárias, mas também por aquilo que não foi capaz de alcançar. No que ficou expresso no documento final e naquilo que se omitiu devemos encontrar inspiração renovada para proteger a casa comum e garantir a dignidade dos mais vulneráveis.

Recentemente o Papa Leão XIV recordou:

Irmãos e irmãs, se não formos guardiães do jardim da criação, acabaremos por nos tornar seus destruidores. Invoquemos o Espírito para que nos ajude a cuidar, com a mesma fé, da nossa casa comum e do nosso coração.” (Audiência Geral 19.11.2025)

Estas palavras não podem deixar de ecoar no coração de todos os cristãos e de todos aqueles que se preocupam com o nosso futuro comum. O compromisso com o cuidado da casa comum e com o cuidado do humano, dando especial atenção aos mais frágeis, tem, pois, de ser uma urgência no modo como edificamos as nossas sociedades.

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UM NOVO MURO DE BERLIM?

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Um Novo Muro

UM NOVO MURO DE BERLIM? * 

Fiquei particularmente impressionado com uma declaração recente do primeiro-ministro polaco que considera nunca termos estado, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. tão próximos como hoje da situação que se vivia antes do eclodir dessa guerra. As notícias de sucessivas violações do espaço aéreo dos países que fazem fronteira com a Rússia e a sua aliada Bielorússia parecem confirmar esses receios. Também me pareceu claramente estar num país que se prepara para a guerra ao participar nas recentes assembleia e jornadas de estudos das comissões Justiça e Paz europeias que decorreram na Lituânia.

O tema dessas jornadas de estudo era o da “Esperança de Paz para a Europa”. Paradoxalmente, o tom geral das comunicações dos oradores locais, especialistas em políticas de defesa e estudos de guerra, que refletiam o pensamento predominante de políticos e de cidadãos lituanos, era o de que a única forma de garantir uma paz duradoura é a de manter o equilíbrio dos poderes militares em confronto, para que qualquer desequilíbrio não seja aproveitado pelo mais forte. Diziam-nos que nas escolas da Lituânia aos jovens é hoje sublinhado com particular ênfase o dever de defender a sua Pátria também militarmente. Quase parecia a repetição do velho adágio “Se vis pacem para bellum” (“Se queres a paz, prepara a guerra”), quando preferiríamos ouvir: “Se queres a paz, prepara a paz”.

Certamente que para compreendermos este clima predominante na Lituânia temos de considerar o contexto do passado e do presente desse país.

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JUBILEU DO MUNDO DO TRABALHO

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A Comissão Nacional Justiça e Paz uniu-se à Diocese de Lisboa e às organizações de profissionais católicos para celebrar o Jubileu do Mundo do Trabalho.
 
Será uma manhã de testemunhos e reflexões sobre os desafios de todos aqueles que querem viver plenamente a Fé no mundo empresarial e, dessa forma, transformar a sociedade.
 
Contamos consigo! Inscreva-se.
 
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