Comissão Nacional Justiça e Paz

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Dioceses

FÉRIAS: DESCANSO, JUSTIÇA E RECOMPOSIÇÃO DA VIDA - CDJP Braga

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Férias: descanso, justiça e recomposição da vida

O tempo de férias não é um luxo, nem uma simples interrupção do calendário laboral. É uma necessidade humana, familiar, espiritual e social. Descansar é recompor a vida: reencontrar tempo para a família, para a amizade, para a cultura, para a natureza, para o silêncio, para a oração, para o cuidado e para a interioridade.

Num tempo marcado pela pressa, pela produtividade e pela pressão permanente, importa afirmar com clareza: a pessoa é mais importante do que o trabalho. O trabalho é dimensão essencial da realização humana, da participação social e da independência económica. Devidamente o recorda Leão XIV na encíclica Magnifica humanitas, apresentada a 15 de maio. Na senda da Doutrina Social da Igreja, afirma o Papa: “O trabalho não é um mero instrumento, mas expressa e enriquece a dignidade da nossa vida”, sendo “um ordinário caminho para a maturidade, o desenvolvimento e a realização pessoal” (Magnifica humanitas, n.º 149). Mas precisamente por isso o trabalho não pode absorver toda a existência. Quando ocupa um lugar excessivo, ficam feridas a dignidade da pessoa, a vida familiar e a própria qualidade da sociedade.

Por isso, o direito ao descanso é uma questão de justiça. Não nasceu de forma espontânea nem foi uma concessão generosa dos poderes económicos ou políticos. Foi conquistado pela luta persistente dos trabalhadores, que reclamaram – e continuam a reclamar - horários mais humanos, descanso semanal, tempo livre e férias remuneradas. Estas conquistas sociais devem ser protegidas, valorizadas e tornadas efetivas para todos.

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CDJP Viana do Castelo

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A Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Viana do Castelo vai realizar as suas Jornadas "Quem é o meu Próximo?", este ano dedicadas ao tema "envelhecer em Viana do Castelo". 
 
A entrada é livre sendo apenas obrigatória inscrição para quem quiser almoçar (€12,50) connosco. Neste caso deverá aceder à nossa página (justicaepazviana.pt),  clicar em Programa completo e inscrições aquie preencher o breve formulário seguindo as indicações que lá se encontram, até ao dia 13 de abril, inclusive.
 
O pensamento  de Sophia também se aplica à realidade dos mais velhos: "Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar". 
 

A IMPORTÂNCIA DEMOCRÁTICA DA ESCOLHA PRESIDENCIAL - Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga

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A importância democrática da escolha presidencial
Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga

3 de fevereiro de 2026

A democracia tem sido objeto de uma profunda reflexão dos Papas mais recentes. “Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”, escreveu o Papa João Paulo II na encíclica Centesimus Annus (1991). “Vendo que todo o tipo de intolerância fundamentalista danifica as relações entre pessoas, grupos e povos, comprometamo-nos a viver e ensinar o valor do respeito, o amor capaz de aceitar as várias diferenças, a prioridade da dignidade de todo o ser humano sobre quaisquer ideias, sentimentos, atividades e até pecados que possa ter”, instou o Papa Francisco na encíclica Fratelli Tutti (2020). Nela se pode, a seguir, ler que “enquanto os fanatismos, as lógicas fechadas e a fragmentação social e cultural proliferam na sociedade atual, um bom político dá o primeiro passo para que se ouçam as diferentes vozes”.

Para o Papa Francisco, se é certo “que as diferenças geram conflitos”, também é verdade que “a uniformidade gera asfixia e neutraliza-nos culturalmente”. Daí o apelo” “Não nos resignemos a viver fechados num fragmento da realidade”.

A participação cívica inspirada por uma consciência cristã não pode, pois, ceder à tentação do ressentimento, ainda que revestido de virtude, sucumbindo a princípios dissimulados, não olhando a meios para atingir os fins. Do mesmo modo, não pode ceder à ideia de que o bem comum se constrói à custa da negação da dignidade humana ou do desprezo da moral ditada pelo Evangelho. Ainda há dias, a Comissão Nacional Justiça e Paz se manifestou Contra a apropriação política dos valores cristãos (27 de janeiro de 2026).

Jesus Cristo, que seguimos, ensina-nos que “é pelos frutos que se conhece a árvore” e que a justiça que ignora a misericórdia acaba sempre por se tornar estéril. Num tempo de escolhas coletivas decisivas, talvez o maior desafio seja distinguir entre a firmeza que protege a dignidade de todos e a dureza que apenas promete ordem, esquecendo que nenhuma comunidade se salva afastando-se dos valores e causas que a fundam.

O espaço público tem vindo a ser cada vez mais assolado pelo ruído, pela simplificação e pelo apelo ao medo, pelo endeusamento de políticas discriminatórias e de radicalidade identitária. Daí ser crucial recordar que a tradição cristã nunca se conformou com soluções fáceis, nem com discursos que dividem o mundo entre os “bons” e “maus”, “puros” e “impuros”, proteção ou intimidação.

Porque a vida coletiva não se constrói sobre a exaltação da força, mas sobre a dignidade e sacralidade existencial de cada pessoa; não sobre a exclusão, mas sobre a responsabilidade, a urgência na busca de consenso e na justa igualdade para todos; não sobre a exploração das fragilidades coletivas, mas sobre a exigência ética de cuidar do outro, sobretudo quando ele é incómodo.

Seguindo o conselho do Papa João XXIII, apresentado na encíclica Mater et Magistra (1961) precisamos de edificar uma comunidade “em que todos os membros serão sujeitos conscientes dos próprios deveres e dos próprios direitos, e trabalharão em plano de igualdade, pela consecução do bem comum universal”.
A nossa fé, quando levada a sério, é tudo menos reativa: é profundamente crítica, exigente e avessa a qualquer instrumentalização do sofrimento ou da insegurança. E se, como nos recordou Jules Michelet, “a História narra a luta da liberdade contra a fatalidade”, a contribuição ativa e consciente dos cristãos é crucial no impacto sobre as decisões políticas de modo a favorecer a responsabilidade de todos para promover mais justiça e progresso social, no caminho da solidariedade como a verdadeira “virtude social”, com mais e melhor cidadania complementada por uma política de exemplo e modelo de moderação.

Por tudo isto, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga considera um inalienável dever cívico e decisiva consequência da fé cristã que todos votem no próximo domingo, na segunda volta das eleições presidenciais. No complexo e perigoso mundo de hoje, estas eleições são assaz relevantes para o destino da nossa Democracia, do nosso Estado de Direito, do nosso Estado Social, da visão de sociedade que ambicionamos para Portugal.

 

I Jornadas da Comissão Diocesana de Justiça e Paz de Viseu

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CDJP Viseu LogoA Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Viseu, promove as suas I Jornadas dedicadas ao tema "Acolhimento e Integração de Imigrantes: Construir pontes", que decorrerão no dia 07 de fevereito, sábado, no auditório da Escola Superior de Saúde de Viseu.
Consulte Cartaz + Programa e saiba como poderá inscrever-se para participar.

 

Nota da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga sobre a guerra em Gaza

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Nota da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga sobre a guerra em Gaza

Sabemos bem que não temos uma voz audível no plano internacional e bem sabemos, igualmente, que abundam as vozes audíveis que não têm sido devidamente escutadas. Mesmo assim, não podemos deixar de nos associar a todos os que, em todo o mundo, estão a gritar incansavelmente pela paz no Médio Oriente.

Afirmando acompanhar “com grande preocupação a gravíssima situação humanitária em Gaza, onde a população civil é esmagada pela fome e continua a ser exposta à violência e à morte”, Leão XIV renovou, no dia 27 de Julho, após a recitação do Angelus, um “apelo sincero ao cessar-fogo, à libertação dos reféns e ao respeito integral pelo direito humanitário”. Impõe-se que tal apelo seja respeitado.

É preciso parar a espiral de violência. Uma violência que se está a manifestar contra gente frágil e indefesa. Em consequência da acção do exército israelita em Gaza – empreendida após os ataques terroristas do Hamas que, a 7 de Outubro de 2023, no sul de Israel, causaram cerca de mil mortos, incluindo crianças e jovens, e a captura de duas centenas de reféns – morreram, até ao dia 15 de Julho, 18.500 crianças e jovens palestinos, cujos nomes (e, em um ou outro caso, fotografias) o diário The Washinton Post publicou no dia 30 de Julho.

É uma lista impressionante, assaz eloquente sobre o genocídio em curso, que dizimou 953 crianças antes de fazerem um ano, 943 com um ano, 972 com dois anos, 899 com três anos, 868 com quatro anos, 985 com cinco anos, 924 com seis anos (e a terrível contabilidade de crianças e jovens mortos por idade estende-se até aos 17 anos).

Mesmo quem, em vez de ler devagar, percorrer com um olhar apressado a extensa lista com o nome destas crianças assassinadas premeditadamente não deixará de sentir uma dor pungente que impõe o dever de um grito: “Basta!”.

Como escreveu Jorge de Sena no memorável poema “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”:
“Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém / Vale mais do que uma vida ou a alegria de tê-la.”

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga une-se a todos os que, em todo o mundo, apelam ao governo de Israel para que pare esta mortandade e cesse este uso da fome como arma de guerra.

Agosto de 2025

 


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