Comissão Nacional Justiça e Paz

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Internacional

Justiça, Paz e Dignidade Humana para a Gronelândia e o seu Povo

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Declaração da Co-Presidência da “Justiça e Paz Europa”
Justiça, Paz e Dignidade Humana para a Gronelândia e o seu Povo

                                                                                                                                                Dijon/Copenhaga, 20 de janeiro de 2026

Como co-presidentes da “Justiça e Paz Europa”, expressamos a nossa profunda solidariedade com o povo da Gronelândia num momento marcado pelas alterações climáticas e por crescentes interesses geopolíticos e desafios sociais. A Gronelândia não é apenas um território estratégico, mas a pátria de um povo com uma cultura e uma língua distintas e uma profunda relação com a sua terra e com a Criação, que deve ser respeitada e protegida.

Enraizados na doutrina social católica, afirmamos que todos os povos possuem uma dignidade inerente e o direito de moldar o seu futuro com liberdade e responsabilidade. O desenvolvimento autêntico deve ser integral, respeitando a identidade cultural, a coesão social, o cuidado da Criação e os direitos das gerações presentes e futuras. As decisões que afetam a Gronelândia devem, portanto, ser guiadas pela participação significativa, pelo diálogo e pela primazia do bem comum.

O Papa Leão XIV lembra ao mundo, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2026, que a paz de Cristo é «desarmada e desarmante» — uma paz que rejeita a dominação e o medo e, em vez disso, promove a confiança, o diálogo e o respeito pela dignidade humana. Neste espírito, saudamos as vozes da Igreja local. «Como pessoas de fé, somos chamados a ser pacificadores, especialmente em tempos de incerteza», disse o padre Majcen, pároco católico em Nuuk. Fazemos eco das palavras da comissão dinamarquesa Justiça e a Paz, bem como da Bispa Paneeraq Siegstad Munk, dirigente da Igreja Evangélica Luterana da Gronelândia, e do Conselho Mundial de Igrejas nos seus apelos ao respeito pelos direitos inalienáveis do povo da Gronelândia. Unidos em oração com os bispos luteranos do Reino da Dinamarca, mantemos a oração pela paz e pelo respeito entre as nações, com base no direito internacional e na solidariedade.

A “Justiça e Paz Europa” apela a todos os agentes de boa vontade para que se unam ao povo da Gronelândia, protejam a sua dignidade, salvaguardem a Criação e promovam caminhos pacíficos e justos para um futuro marcado pela esperança, segurança e harmonia.

                                                                    +Antoine Hérouard (copresidente)                                                                             Maria Hammershoy (copresidente)

Texto original em inglês

 

JUSTIÇA E PAZ PARA A VENEZUELA E O SEU POVO

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Declaração da Co-presidência da “Justiça e Paz Europa”
 JUSTIÇA E PAZ PARA A VENEZUELA E O SEU POVO 

Dijon/Copenhaga, 6 de janeiro de 2026

A copresidência da “Justiça e Paz Europa” deseja expressar a sua profunda solidariedade com o povo da Venezuela, que há muitos anos enfrenta dificuldades, instabilidade e sofrimento, e que agora enfrenta mais uma provação dolorosa. Desejamos também transmitir a nossa proximidade fraterna às comissões “Justiça e Paz” de toda a região, que têm acompanhado o povo em sofrimento com dedicação e cuidado.

Juntamo-nos ao Papa Leão XIV na sua profunda preocupação com a situação na Venezuela e no seu apelo para que «o bem do amado povo venezuelano prevaleça sobre qualquer outra consideração». Recordamos a importância de defender o direito internacional, incluindo os princípios fundamentais da soberania e da integridade territorial, bem como o respeito pelos direitos humanos e civis de todas as pessoas.   

Juntamente com a Conferência Episcopal da Venezuela, pedimos a Deus que conceda «a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força», para que todas as formas de violência sejam superadas e se sigam os caminhos da justiça e da paz.

Ao celebrarmos a festa da Epifania, unimo-nos em oração com a presidência do Conselho Episcopal da América Latina e das Caraíbas (CELAM) para que a «estrela de Belém» possa «iluminar a noite e abrir novos caminhos, mesmo quando tudo parece incerto», para que todos possam trabalhar juntos por um futuro de esperança e paz, permitindo que todos os venezuelanos vivam com dignidade e harmonia no seu próprio país.   

                                                                                  +Antoine Hérouard                                                                       Maria Hammershoy
                                                                                      (copresidente)                                                                              (copresidente)

Texto original em inglês

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O LIX DIA MUNDIAL DA PAZ

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Papa Leão XIV com BrasãoA paz esteja com todos vós. 
Rumo a uma paz desarmada e desarmante

“A paz esteja contigo!”.

Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma mudança definitiva naqueles que a acolhem e, consequentemente, em toda a realidade. Por isso, os sucessores dos Apóstolos exprimem todos os dias e em todo o mundo a revolução mais silenciosa: “A paz esteja convosco!”. Desde a noite da minha eleição como Bispo de Roma, quis inserir a minha saudação neste anúncio coral. E desejo reiterá-lo: esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente. [1]

A paz de Cristo ressuscitado

Quem venceu a morte e derrubou as barreiras que separavam os seres humanos (cf. Ef 2, 14) foi o Bom Pastor que dá a vida pelo rebanho e tem muitas ovelhas que estão fora do seu redil (cf. Jo 10, 11.16): Cristo, nossa paz. A sua presença, o seu dom e a sua vitória reverberam na perseverança de muitas testemunhas, por meio das quais a obra de Deus continua no mundo, tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos.

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INSTITUIÇÕES DE DIREITOS HUMANOS SOB PRESSÃO Comité Executivo da Justiça e Paz Europa

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INSTITUIÇÕES DE DIREITOS HUMANOS SOB PRESSÃO

Declaração do Comité Executivo Justiça e Paz Europa, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro de 2025)

Este ano, o Dia dos Direitos Humanos tem lugar num momento de crescente tensão no sistema internacional de direitos humanos. Instituições que foram criadas para conferir proteção universal à dignidade da pessoa humana enfrentam desafios políticos inéditos. Por conseguinte Justiça e Paz Europa decidiu dedicar a sua Declaração do Dia dos Direitos Humanos a esta preocupante tendência, facultando uma breve reflexão e contribuindo com algumas recomendações operacionais que possam contrariar este fenómeno.

Quase todos os dias lemos notícias sobre sérias violações dos direitos humanos: Em El Fasher, no Sudão, centenas de pessoas num hospital foram vítimas de um ataque da milícia RSF, em outubro. Em Kharkiv, na Ucrânia, um jardim-de-infância foi atacado por um drone – como tantas vezes, nesta guerra sem sentido contra a Ucrânia, o agressor, a Federação Russa alvejou deliberadamente infraestruturas civis. Os Estados Unidos da América foram acusados por peritos[1] das Nações Unidas de infringirem o direito internacional, abatendo, nas Caraíbas, por meios de ação direta, embarcações supostamente usadas por narcotraficantes e matando mais de 80 pessoas a bordo. O Grupo de Peritos em Direitos Humanos das Nações Unidas na Nicarágua (GPDHNUN) relatou[2] à Assembleia Geral das Nações Unidas detenções arbitrárias, raptos, tortura e repressão dirigida contra instituições cristãs no país. No Irão, mais de um milhar de pessoas já foram executadas este ano, incluindo muitos opositores políticos ao regime. Estes exemplos horrendos deixam claro que viver em paz e com dignidade não é possível se a comunidade internacional continuar displicente a assistir a tais injustiças. É necessário um sistema robusto de direitos humanos com instituições robustas de direitos humanos para assegurar a imputação de responsabilidades. “É preciso garantir o primado inquebrantável do direito” (cf. Fratelli Tutti, 173).

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NÃO ESQUEÇAMOS O SOFRIMENTO HUMANITÁRIO!

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NÃO ESQUEÇAMOS O SOFRIMENTO HUMANITÁRIO!

Declaração sobre os atuais conflitos no Médio Oriente e a crise humanitária em Gaza

Como co-presidentes da rede de Comissões Europeias Justiça e Paz, expressamos a nossa profunda preocupação pelos recentes conflitos no Médio Oriente.

Nestes tempos difíceis, unimo-nos ao Papa Leão XIV nos seus repetidos e urgentes apelos às partes em conflito para que exerçam a responsabilidade e a razão. No domingo, 22 de junho, apelou ao fim da tragédia da guerra, especialmente no Médio Oriente, e afirmou: “A humanidade grita e implora a paz”.

Uma semana antes, tinha declarado: “O compromisso de construir um mundo mais seguro e livre da ameaça nuclear deve ser procurado através de um encontro respeitoso e de um diálogo sincero, a fim de edificar uma paz duradoura alicerçada na justiça, na fraternidade e no bem comum. Ninguém jamais deveria ameaçar a existência do outro. É dever de todos os países apoiar a causa da paz, iniciando caminhos de reconciliação e favorecendo soluções que garantam segurança e dignidade para todos”.

Os nossos pensamentos e orações estão com a população civil da Palestina, de Israel e do Irão, que sofre as consequências dos combates.

Apelamos às partes em conflito para que respeitem os princípios do direito internacional humanitário e encetem um diálogo sincero com base no reconhecimento mútuo do direito de cada uma delas existir como Estado, tendo em vista uma paz sustentável em toda a região o mais rapidamente possível. O objetivo deve ser uma coexistência pacífica que permita a todas as pessoas da região viver com dignidade e liberdade.

O sofrimento humanitário causado pelos conflitos não deve ser esquecido no contexto da intensa cobertura mediática dos combates em curso. A situação humanitária na Faixa de Gaza é particularmente preocupante. Apelamos ao envio, o mais rapidamente possível, da ajuda humanitária necessária e a que as partes em conflito se abstenham de quaisquer ações que dificultem, ou até impossibilitem, o fornecimento de ajuda humanitária.

Bruxelas, 24 de junho de 2025

Maria Hammershøy                                                   +Antoine Hérouard

    (Co-presidente)                                                          (Co-Presidente)

 


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