Comissão Nacional Justiça e Paz

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Internacional

Declaração da Justiça e Paz Europa sobre a espiral de violência em curso no Irão e no Médio Oriente

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Declaração da Co-Presidência da Justiça e Paz Europa
sobre a espiral de violência em curso no Irão e no Médio Oriente

Dijon/Copenhaga, 2 de março de 2026

Como Co-Presidentes da Justiça e Paz Europa, desejamos expressar a nossa profunda preocupação a respeito da espiral de violência que atualmente afeta o Irão e toda a região do Médio Oriente.

Temos particularmente no coração as populações afetadas no Irão e em toda a região, que agora passam por mais uma provação, após anos de tribulação e angústia.  

Nenhum país, por mais poderoso que seja, deve colocar-se acima dos princípios fundamentais do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. As ameaças mútuas e o uso de armas nunca podem constituir uma solução duradoura para os conflitos. Pelo contrário, apenas os amplificam: aprofundam o ressentimento e o ódio, desestabilizam regiões inteiras e corroem os próprios alicerces da paz e da segurança globais.

Perante uma tragédia de proporções imensas, a atual escalada reflete uma lógica de confronto que domina cada vez mais a política global, em vez da adesão aos princípios da legítima defesa, que exigem que todos os meios pacíficos possíveis sejam esgotados antes de se recorrer à força como último recurso.

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A EUROPA E O CRIME ORGANIZADO - Ação Concertada 2026 da Justiça e Paz Europa

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A EUROPA E O CRIME ORGANIZADO
Enfrentar o Desafio em Conjunto - Combater o Crime Organizado em Conjunto

Ação Concertada 2026 da Justiça e Paz Europa

A Europa enfrenta atualmente muitas ameaças à sua segurança, integridade e coesão, tanto internas como externas. Na sequência destas ameaças, que são visíveis para todos, existe um perigo parcialmente oculto que está a operar e a crescer: o crime organizado.

A perceção social e política da ameaça potencial representada pelo crime organizado varia muito na Europa. Enquanto em alguns países o problema é quase óbvio e existem inúmeras abordagens governamentais e sociais para o combater, noutros países a sensibilização ainda não foi suficientemente desenvolvida. Muitas vezes, pode prevalecer a sensação de que o crime organizado é um problema alheio. No entanto, trata-se de um grave erro de avaliação. O crime organizado é um problema global e, portanto, também um problema europeu (crescente), e nenhum Estado pode eximir-se da tarefa de enfrentar os desafios que ele representa — especialmente porque uma das características marcantes dessa forma de crime é que ele opera transnacionalmente.

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Justiça, Paz e Dignidade Humana para a Gronelândia e o seu Povo

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Declaração da Co-Presidência da “Justiça e Paz Europa”
Justiça, Paz e Dignidade Humana para a Gronelândia e o seu Povo

                                                                                                                                                Dijon/Copenhaga, 20 de janeiro de 2026

Como co-presidentes da “Justiça e Paz Europa”, expressamos a nossa profunda solidariedade com o povo da Gronelândia num momento marcado pelas alterações climáticas e por crescentes interesses geopolíticos e desafios sociais. A Gronelândia não é apenas um território estratégico, mas a pátria de um povo com uma cultura e uma língua distintas e uma profunda relação com a sua terra e com a Criação, que deve ser respeitada e protegida.

Enraizados na doutrina social católica, afirmamos que todos os povos possuem uma dignidade inerente e o direito de moldar o seu futuro com liberdade e responsabilidade. O desenvolvimento autêntico deve ser integral, respeitando a identidade cultural, a coesão social, o cuidado da Criação e os direitos das gerações presentes e futuras. As decisões que afetam a Gronelândia devem, portanto, ser guiadas pela participação significativa, pelo diálogo e pela primazia do bem comum.

O Papa Leão XIV lembra ao mundo, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2026, que a paz de Cristo é «desarmada e desarmante» — uma paz que rejeita a dominação e o medo e, em vez disso, promove a confiança, o diálogo e o respeito pela dignidade humana. Neste espírito, saudamos as vozes da Igreja local. «Como pessoas de fé, somos chamados a ser pacificadores, especialmente em tempos de incerteza», disse o padre Majcen, pároco católico em Nuuk. Fazemos eco das palavras da comissão dinamarquesa Justiça e a Paz, bem como da Bispa Paneeraq Siegstad Munk, dirigente da Igreja Evangélica Luterana da Gronelândia, e do Conselho Mundial de Igrejas nos seus apelos ao respeito pelos direitos inalienáveis do povo da Gronelândia. Unidos em oração com os bispos luteranos do Reino da Dinamarca, mantemos a oração pela paz e pelo respeito entre as nações, com base no direito internacional e na solidariedade.

A “Justiça e Paz Europa” apela a todos os agentes de boa vontade para que se unam ao povo da Gronelândia, protejam a sua dignidade, salvaguardem a Criação e promovam caminhos pacíficos e justos para um futuro marcado pela esperança, segurança e harmonia.

                                                                    +Antoine Hérouard (copresidente)                                                                             Maria Hammershoy (copresidente)

Texto original em inglês

 

JUSTIÇA E PAZ PARA A VENEZUELA E O SEU POVO

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Declaração da Co-presidência da “Justiça e Paz Europa”
 JUSTIÇA E PAZ PARA A VENEZUELA E O SEU POVO 

Dijon/Copenhaga, 6 de janeiro de 2026

A copresidência da “Justiça e Paz Europa” deseja expressar a sua profunda solidariedade com o povo da Venezuela, que há muitos anos enfrenta dificuldades, instabilidade e sofrimento, e que agora enfrenta mais uma provação dolorosa. Desejamos também transmitir a nossa proximidade fraterna às comissões “Justiça e Paz” de toda a região, que têm acompanhado o povo em sofrimento com dedicação e cuidado.

Juntamo-nos ao Papa Leão XIV na sua profunda preocupação com a situação na Venezuela e no seu apelo para que «o bem do amado povo venezuelano prevaleça sobre qualquer outra consideração». Recordamos a importância de defender o direito internacional, incluindo os princípios fundamentais da soberania e da integridade territorial, bem como o respeito pelos direitos humanos e civis de todas as pessoas.   

Juntamente com a Conferência Episcopal da Venezuela, pedimos a Deus que conceda «a todos os venezuelanos serenidade, sabedoria e força», para que todas as formas de violência sejam superadas e se sigam os caminhos da justiça e da paz.

Ao celebrarmos a festa da Epifania, unimo-nos em oração com a presidência do Conselho Episcopal da América Latina e das Caraíbas (CELAM) para que a «estrela de Belém» possa «iluminar a noite e abrir novos caminhos, mesmo quando tudo parece incerto», para que todos possam trabalhar juntos por um futuro de esperança e paz, permitindo que todos os venezuelanos vivam com dignidade e harmonia no seu próprio país.   

                                                                                  +Antoine Hérouard                                                                       Maria Hammershoy
                                                                                      (copresidente)                                                                              (copresidente)

Texto original em inglês

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O LIX DIA MUNDIAL DA PAZ

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Papa Leão XIV com BrasãoA paz esteja com todos vós. 
Rumo a uma paz desarmada e desarmante

“A paz esteja contigo!”.

Esta antiga saudação, presente ainda hoje em muitas culturas, ganhou novo vigor nos lábios de Jesus ressuscitado na noite de Páscoa. «A paz esteja convosco!» ( Jo 20, 19.21) é a sua Palavra que não só deseja, mas realiza uma mudança definitiva naqueles que a acolhem e, consequentemente, em toda a realidade. Por isso, os sucessores dos Apóstolos exprimem todos os dias e em todo o mundo a revolução mais silenciosa: “A paz esteja convosco!”. Desde a noite da minha eleição como Bispo de Roma, quis inserir a minha saudação neste anúncio coral. E desejo reiterá-lo: esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente. [1]

A paz de Cristo ressuscitado

Quem venceu a morte e derrubou as barreiras que separavam os seres humanos (cf. Ef 2, 14) foi o Bom Pastor que dá a vida pelo rebanho e tem muitas ovelhas que estão fora do seu redil (cf. Jo 10, 11.16): Cristo, nossa paz. A sua presença, o seu dom e a sua vitória reverberam na perseverança de muitas testemunhas, por meio das quais a obra de Deus continua no mundo, tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos.

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